Motorista não liga ar, é morto, e 500 motoristas clamam por justiça em Juiz de Fora

Warley Leite

Aproximadamente, 500 motoristas por aplicativos foram as ruas de Juiz de Fora protestar e clamar por justiça após a morte do motorista por aplicativo Sandro  47 anos,  esfaqueado por um passageiro, de 31 anos, após discussão por ele se recusar a ligar o ar condicionado do veículo por medida de prevenção à Covid-19 e por uma das passageiras estar sem a máscara.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Militar (PM), três passageiros, duas mulheres de 28 e 32 anos e um homem de 31, pegaram uma corrida na Rua Espírito Santo, por volta das 19h, no Centro. Eles relataram que depois de embarcarem no veículo, solicitaram ao motorista que ligasse o ar condicionado, o que foi negado pelo condutor, que alegou que seria uma medida de segurança contra a propagação do coronavírus.

A jovem, de 28 anos, relatou aos militares que disse ao motorista que o denunciaria para o aplicativo se ele não ligasse o aparelho. O condutor então parou o carro e pediu para que todos desembarcassem e que iria cancelar a corrida.

A passageira contou à polícia que afirmou que tiraria um foto da placa do veículo para prestar queixa à empresa. No momento, o condutor pegou uma ferramenta e passou a agredir o passageiro de 31 anos.

Conforme a PM, o passageiro conseguiu desarmar o motorista e o acertou com facadas na região do abdome, peito e costas. O condutor tentou sair do local dirigindo o carro, mas bateu com o veículo em uma mureta.

Associação AMOAPLIC de Juiz de Fora

A associação de motoristas por aplicativos de Juiz de Fora AMOAPLIC, que desde o inicio tem acompanhado de perto o caso trágico de Sandro, uma hora noticiando o quadro medico de Sandro, quando ainda lutava pela vida, outra hora cobrando das autoridades responsáveis a aplicação da lei aos responsáveis pelo crime que culminou na morte de Sandro.
Através do seu  vice presidente Josué,  A associação lamentou a morte do motorista, destacando a banalidade na morte de Sandro, deixou claro a sede de justiça e empenho da AMOAPLIC e de seu jurídico na aplicação da lei no máximo rigor.

Warley Leite

Quando penso que já vi, o caso mais absurdo acontecer no meio da nossa categoria de motoristas por app, me surpreendo e fico estarrecido.
O caso de Sandro mostra o valor do motorista por app, e o respeito que temos recebido, isso dentro de nossos veículos,  segunda casa de uns e primeiras de outros, sendo igual a baixa remuneração e pouca valorização.

conversamos com Júlio César Peixe candidato a vereador em Juiz de Fora e motorista por aplicativos e representante da categoria.

Ao ser perguntado   perguntado, Júlio César  Peixe destaca a importância da categoria em ter um representante na câmara municipal ao relatar a situação da categoria.

“Precisamos sim meu amigo
Gente disposta a mudar essa nossa realidade.
Estamos jogados as traças,
mas esse ano podemos mudar as coisas só depende de nós.”

Perguntado sobre se já havia sido regulamentado a categoria Júlio César Peixe :

” Ainda não regulamentou o transporte aqui,
na verdade tentaram regulamentar em 2017 na calada da noite,
nós não deixamos,
lotamos a câmara na audiência publica.
E até hoje eles empurram nossa regulamentação.
A verdade é que eles queriam reduzir número de carros, porta malas, só sedã podia rodar.
Mas ano que vem só Deus sabe o que pode acontecer com a categoria aqui.
Vamos pedir a Deus que nos de forças pra lutar e conseguir combater esse sistema que tanto escraviza o trabalhador de bem.

Tiroteio após assalto de motorista por aplicativo

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